Vídeo feito por mim e por meu amigo Genilton, mostrando um pouco do rapel nas passarelas aqui em Salvador. Em destaque o grupo Limite Radical que nos ajudaram em tudo e com maior boa vontade nos mostraram um pouco deste esporte que faz a adrenalina correr nas veias. O vídeo é curto pois foi feito com o objetivo de participar de um dos concursos de curtas da TVE. Assistam e curtam pois foi feito com muito carinho.
"Cada sonho que você deixa para trás é um pedaço do seu futuro que deixa de existir." Steve Jobs
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
E agora mais essa...
Semana passado o "nosso" governador Jaques Wagner anunciou um corte no orçamento na ordem de R$ 1,1 bilhão. Nossa é dinheiro pra caramba, daria pra fazer muita coisa. Tudo bem, cortes no orçamento acontecem em todo lugar e principalmente aqui em casa... Mas problemas domésticos a parte o que me causa estranheza é o fato de que até o final do ano passado era tudo alegria, com dinheiro para tudo, para investimentos, para obras, para propaganda, aliás esta última não falta nunca porque será? Mas enfim, porque cargas d'água (expressão velha hein?) agora no início do ano e de uma hora hora pra outra não se tem mais verba sobrando? Até na esfera Federal a nossa presidenta anunciou cortes e mais cortes. Mas como? Se até o final do governo de nosso presidente "molusco" tudo ia bem, com recordes de arrecadação? Engraçado como de uma hora pra outra não se tem mais dinheiro nem pra o essencial? Se bem que para o essencial nunca se teve... A caminho da aprovação o novo salário mínimo de R$ 545,00 e a bancada governista diz que para cada Real de aumento aumenta cerca de R$ 300 milhões para a Previdência arcar. Queria tanto entender essa conta... Brasileiros vamos acordar! Que é que há? Entra ano e sai ano e os políticos sempre a nos enganar? Se houvesse um pouco menos de corrupção com certeza não faltaria dinheiro e teríamos um salário mínimo nem tão mínimo assim. Lembram do Metrô de Salvador? Esse mesmo que virou piada mundial, foi orçado em pouco mais de R$ 300 milhões para se fazer 12 Km. Se gastou quase R$ 1 bilhão numa obra que se arrasta a 10 anos e se fez apenas 6 Km, precisa dizer mais alguma coisa?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O açúcar nosso de todos os dias
Já pararam para pensar o quanto de açúcar consumimos por dia? Na verdade nunca fiz cálculo nenhum, mas com histórico de diabetes e hipertensão na família comecei a repensar esse doce aditivo na minha vida. Já de algum tempo passei a usar o demerara que é um açúcar que não passa pelo último processo de refinamento para ficar branco como a maioria dos que vemos por aí, e uma coisa me chamou a atenção: o demerara é mais caro que o "açúcar comum" e fico intrigado porque. Para vocês entenderem melhor existem em linhas gerais três tipos. O mascavo, que é o primeiro produto obtido da cana, é o açúcar em estado bruto, úmido, de cor escura de gosto semelhante ao do caldo de cana. Por não passar pela etapa de refinamento conserva o cálcio o ferro e os sais minerais. O demerara é obtido na próxima etapa, ou seja, um refinamento leve sem aditivos químicos para "embranquecer", por isso seus grãos são de cor mais escura que nem o marron claro. Seu gosto é um pouco diferente. Sua composição conserva grande parte do ferro, cálcio e sais minerais. E por fim temos o refinado, aquele branquinho, lindo de se olhar que é tratado com aditivos químicos para ficar alvo daquele jeito, só que nesse processo de "brancura" perde-se praticamente todos os nutrientes e ninguém venha me dizer que algum vestígio químico não fica ali que não acredito. Existem ainda o de confeiteiro que parece talco, o orgânico que não leva nenhuma espécie de aditivos químicos do plantio a industrialização e mais alguns. A pergunta que faço é porque o demerara é mais caro que o açúcar normal (custa em média uma vez e meia a mais) se seu processo é menos oneroso? Já que não passa pela etapa de receber aditivos para clarear deveria ser mais barato. Pior é o mascavo que pode custar de tres a quatro vezes mais que o açúcar normal, mas porque se ele é o primeiro produto do processo, não é refinado nem recebe aditivos? Perguntas que ainda permanecem no obscurantismo regido pelos empresários, políticos e seus mercados. Talvez no dia que pararmos de nos preocupar menos com o Big Brother e passarmos a prestar mais atenção no que acontece bem em frente a nossa cara todos os dias, seja em nossa rua, seja no Congresso Nacional com certeza esses mistérios da economia serão desfeitos. Até lá cuide bem da sua saúde, pratique exercícios e se ligue no uso que você faz do açúcar.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Você acha carro "popular" barato?
Tem gente que acha que carro no Brasil é barato, na verdade somos é muito ricos pois com o valor que se compra um carro popular aqui no Brasil, se compra carro de luxo nos EUA. Somos mesmo um bando de descerebrados achando que nosso país é um coitadinho, somos um país rico e muito! O problema é a corrupção. Mas voltando aos carros, que tal comprar um Kia Cerato pelo preço do Fiat Mille? Isso mesmo Mille! Eu não falei Novo Uno!
Fiat Mille: R$ 24.020,00
Cerato LX: US$ 13,695.00
Ou então um Honda Civic pelo preço de um Gol G4...
Gol G4 : R$ 26.160,00
Honda Civic DX: US$ 15,640.00
Tá aí arrancando os cabelos de raiva? Então leia a matéria completa aqui no site do IG e depois tome um suco de maracujá bem forte.
Fotos: Divulgação site IG
Fiat Mille: R$ 24.020,00
Cerato LX: US$ 13,695.00
Ou então um Honda Civic pelo preço de um Gol G4...
Gol G4 : R$ 26.160,00
Honda Civic DX: US$ 15,640.00
Tá aí arrancando os cabelos de raiva? Então leia a matéria completa aqui no site do IG e depois tome um suco de maracujá bem forte.
Fotos: Divulgação site IG
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Mustang a partir de U$ 22 mil! Fica aí babando vai.
É por essa e muitas outras que ainda ficam se perguntando porque a pirataria não acaba no Brasil. O Mustang não é vendido aqui oficialmente pela Ford, coisa que a GM numa sacada de mestre colocou no mercado brasileiro o Camaro a um módico precinho. Me pergunta se vende? Só aqui na terrinha já vi dois circulando, um laranja e um amarelo. Agora vai ver quanto ele custa nos EUA e por quanto ele chega aqui para nós pobres mortais de país em desenvolvimento... Êêê Dilmão, chupa essa manga.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Aprenda a andar sobre a água
Se você assistiu aquela série do programa Pânico na TV, achava difícil conseguir ou ainda depois desse tempo todo não aprendeu, assista a esse vídeo e você verá como é simples andar sobre a água.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
De volta para o futuro. De novo!
Se você curtiu e é fã da série que deixou muita gente com água na boca para ter um carro igual aquele, seus problemas se acabaram! Se sua vontade é ter um DeLorean na garagem não perca mais tempo e acesse o site do fabricante e garanta já o seu. A vida de John Zachary DeLorean que foi o criador do DeLorean DMC-12, o famoso carro máquina do tempo pode virar filme também e estrelado por ninguém menos que George Cloney. Confira mais detalhes da história de John DeLorean aqui.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Prosopopéia televisiva
"Porque eu piso na cabeça do dragão!" "Faço o que faço e ainda faço de salto!" Com frases de efeito como essas a apresentadora se dirige ao público, que ávido pela miséria alheia se deleita com matérias que variam de corpos ensanguentados, perfurados a bala ou em decomposição ao esdrúxulo do cotidiano para mostrar ilustres anônimos em seus minutos de fama fazendo as coisas mais bizarras e ridículas que um ser vivente que se diz inteligente pode fazer. Mas matérias sem sentido à parte e pessoas sem noção também à parte, estas breves linhas tem por objetivo apenas frisar que todo aquele falso esbravejamento à frente de uma câmera (a exemplo também de outros apresentadores de outras emissoras) nada mais é do que puro teatro. É para isto que pessoas entram em Faculdades de Jornalismo e se formam? É uma pena e só tenho a lamentar que todo dinheiro e empenho muitas vezes dos pais se resume a tão pouca e porca coisa. Pois vociferar na frente de uma lente dentro de um estúdio climatizado é bem fácil, corriqueiro e seguro. Gostaria de ver tais pessoas fazendo a diferença como profissionais na rua, em contato com o povo ou até que fosse num estúdio, mas que fosse algo de útil e que se pudesse aproveitar para o bem comum, para o crescimento e engrandecimento do ser humano e não e tão somente apenas escancarar o que de pior se pode expor da natureza humana no nosso horário de almoço. Fica aqui o meu protesto que pode soar ridículo para uns, solitário para outros, mas com certeza na medida exata para alguns. E para estes dirijo minhas palavras, notadamente para os estudantes de Jornalismo, para que não se formem e acabem como esses apresentadores que apenas falam e nada dizem. A vocês futuros Jornalistas façam a diferença!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Cuidado! Doar pode ser crime!
Uma criança com uma doença rara está impedida de receber medicamento. E pasmem, esse medicamento era doado por um laboratório. Sim, eu disse doado! Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, o laborátorio está impedido de fazer essa caridade e ainda foi multado por isso! A que ponto chegamos... Leia mais e veja a matéria no site da Band. Enquanto isso no Planalto se disputam a tapas os cargos para o novo Governo. Brasil, um país de tolos...
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Atenção internautas: O IP está acabando!
Mas calma, não precisa desespero, primeiro como diria Jack, vamos por partes. Pra começar que zorra é IP e o mais importante: o que você tem a ver com isso? O IP (Internet Protocol ou aportuguesando, Protocolo de Internet) é um número atribuído ao seu computador para que ele seja reconhecido na grande rede. Dê um duplo clique no ícone da sua conexão com a internet e na janelinha que se abrir clique na aba suporte e pronto! Um dos itens que você verá será o... Endereço IP (que é a mesma coisa). Pois bem esse númerozinho aí que não se restringe apenas aos computadores, pois celulares, tv´s com conexão a internet, video-games e outros bichos também necessitam desse número para serem reconhecidos e se reconhecerem. Acontece que o sistema atual denominado de IPv4 está praticamente no seu limite e no máximo em dois anos (estimativa de provedores brasileiros) não haverá mais números para novos aparelhos se conectarem. E a nível global o bicho pega pois diz-se que essas combinações se esgotam em fevereiro de 2011... Mas então a net vai parar? Elementar meu caro Watson, é evidente que algo está sendo feito e para isso surge das mentes brilhantes dos matemáticos e pesquisadores do assunto o IPv6 que oferece 2128 combinações possíveis, ou seja, 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços IP. Isso equivale a 79 trilhões de trilhões de vezes o espaço disponível pelo IPv4. Coisa de doido não é? Pelo menos para alguns deve ser. Mas o que importa é que o nosso acesso ao Orkut e ao BBB passando pelas fofocas dos famosos está garantido, portanto é só relaxar. Interessado? Leia mais aqui.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Adeus Leslie Nielsen
O ator Leslie Nielsen morreu neste domingo (28) aos 84 anos em um hospital de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida. O canadense teria morrido de complicações devido a uma pneumonia. Segundo um comunicado emitido por seu agente, John Kelly, o artista morreu em um hospital local por causa de complicações derivadas de uma pneumonia. Leia mais aqui.
sábado, 20 de novembro de 2010
O porteiro do puteiro
Não havia no povoado pior ofício do que ser porteiro do prostíbulo.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor.
O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
- Façamos um trato - disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu algumas ferramentas. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: não disponho de tempo para viajar: muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos passaram a comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele se lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ... E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos concedesse a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar.
O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima de tudo, reconhecer suas virtudes.
Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado
Tramontina ...
Se é verdade não sei, mas achei o texto interessante para uma reflexão.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?
O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, senhor. - Balbuciou - Mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor.
O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?
Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.
Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.
Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim o fez.
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar ... já que...
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem sobre a mula.
- Façamos um trato - disse o vizinho.
Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias... aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu algumas ferramentas. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: não disponho de tempo para viajar: muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.
Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido, poderia economizar algum tempo em viagens.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos passaram a comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.
Um dia ele se lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc ... E após foram os pregos e os parafusos... Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.
Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse: - É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos concedesse a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
- O Senhor?!?! - Disse o prefeito sem acreditar.
O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder. - Disse o homem com calma.
Se eu soubesse ler e escrever... ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.
As adversidades podem ser bênçãos.
As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
'A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna'.
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas.
Quando você quiser saber o seu valor, procure pessoas capazes de entender seus medos e fracassos e,
acima de tudo, reconhecer suas virtudes.
Isso realmente é verídico, contado por um grande industrial chamado
Tramontina ...
Se é verdade não sei, mas achei o texto interessante para uma reflexão.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Tiririca será diplomado diz Presidente do TRE-SP
Segundo o presidente do TRE-SP, Tiririca se submeteu a um teste de leitura e de escrita nesta manhã, durante audiência na sede do TRE-SP. O deputado se recusou a fazer a perícia técnica para comparar sua escrita com a de sua mulher, que teria ajudado o deputado a preencher a declaração de instrução entregue à Justiça Eleitoral. 'Ele se recusou e tem base para recusar', disse o desembargador, ressaltando que Tiririca não é obrigado a criar provas contra si mesmo. Leia mais aqui.
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho
indo do seu quintal. Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, rezumino... eu levo ou dêxo os pato???...
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Sou daquele tempo
Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia.
Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:
– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia.
O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!
José Antônio Oliveira de Resende
professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei.
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